
"Lutei para escapar da infância o mais cedo possível.
E assim que consegui, voltei correndo pra ela."
Orson Welles
Fonte: frases
E assim que consegui, voltei correndo pra ela."
Orson Welles
Fonte: frases
- Quem era, Ricardo? - uma voz forte perguntou, curioso e supreso.
- Ei! Tira o olho! - ouvi a voz do meu irmão, nervoso - É a minha irmã, a Bia. Mas pra vocês é Beatriz em? - continuava com um tom irritado.
- Ahh, eu me lembro! - outra voz forte. Era diferente da primeira. Mais suave, mais baixa. O tipo de voz que me faria estremecer com uma declaração ao pé da orelha. - Essa é a Bia? Aquela sua irmã pentelha é essa... - ele raspou a garganta - garota, ai?
- Sim, essa "garota" é a minha irmã - Kaká continuava sem paciência para os comentários dos rapazes - mas ela continua pentelha... - voltou ao tom de brincadeira que mantinha antes que eu os interrompessem com minha aparição monstruosa...
Deixei a porta onde podia escutar as vozes mais lindas do mundo, - tirando a do meu irmão, é claro - e fui me arrumar melhor, para que os amigos de Ricardo tivessem uma impressão melhor de mim do que a de monstro da manhã. Ri do meu pensamento e comecei a pentear meu cabelo.
Depois de estar apresentável, encostei na porta novamente, para saber se eles continuavam ali ou se tinham ido fazer outra coisa.
Não, não havia mais ninguém no corredor.
Abri a porta lentamente, com medo de que alguém ainda estivesse ali. Era uma precaução boba, depois do acontecimento daquela manhã, nada poderia ser mais constrangedor.
O dia estava lindo, nenhuma nuvem no céu e um sol radiante, típico do verão em Governador Valadares, calor e muito sol.
Desci para o primeiro piso e fui até a piscina. A água refletia o lindo dia.De repente, olhei pra trás e seis homens vinham correndo na minha direção. Eles pularam na piscina e um deles me puxou junto.
Detalhe: eu não estava de biquíni.Quando emergi na superfície, passei a mão nos cabelos para arrumá-los. Olhei em volta e estavam todos ali. Inclusive o meu irmão.
Eles riam com vontade, satisfação. Porém, eu não estava achando graça nenhuma.Tudo bem. Um pouco.
Tá bom, tá bom. Foi muito engraçado.Comecei a rir junto com eles e joguei água em algum. Não sei qual. Porque não me lembrava do nome de nenhum.
Depois, estávamos todos sentados nas espreguiçadeiras próximas à piscina.
Rindo e conversando, como velhos amigos.
De repente, reparei numa coisa que ainda não havia prestado atenção.
Da última vez não eram só quatro rapazes? Meu irmão fez um novo amigo?
- Ei, você eu não conheço! - falei com o menor dos caras, que também parecia ser o mais novo. - é novo no grupinho?
- Não! Não é isso! - ele disse, sorrindo, um pouco sem jeito - sou irmão mais novo do Fernando.
- AHH! Então você pode ser do meu grupinho, o grupo dos irmãos pirralhos - eu disse, e ri do meu humor otimista.
- É claro! - respondeu, mais uma vez, sorrindo. Um sorriso lindo, aliás.
- E qual é o seu nome? - perguntei, interessada, enquanto os rapazes mais velhos se jogavam na piscina novamente.
- Me chamo Felipe, e você?
- Beatriz. Mas todo mundo me chama de Bia - sorri para aquele garoto, que não parecia muito mais velho do que eu e que tinha um rosto angelical.
- Tudo bem então, Bia - Felipe sorriu mais uma vez - Você tem quantos anos?
- Fiz 15 nhá pouco tempo. E você tem quantos?
- Tenho 16 - ele parou e pensou - faço 17 no fim do ano.
- Você mora em Ouro Preto também? - perguntei ainda mais interessada.
- Moro sim. Lá é um dos melhores lugares que já morei. Minha família se muda muito. Já morei em tantas cidades que já perdi a conta... - Felipe disse, enquanto me olhava no olhos.
- Lá é legal mesmo. Muito bonito. - respondi, distraída.
- Quem? Eu? - ele perguntou, fazendo graça - brincadeira!
Peguei uma almofada que estava próxima e joguei nele, rindo do seu senso de humor.
- Ei! Que mulher bruta você é! - felipe falou, pegando a almofada e ameaçando jogá-la em mim.
- Nem pense nisso! - falei, não conseguindo conter o riso. Minha tentativa de ameaça só o instigou mais, e então ele a jogou direto na minha cabeça.
Felipe riu da minha expressão que deveria ser digna de uma gargalhada.
Com o cabelo me tapando a visão e uma vontade de brincar, me levantei com a almofada na mão e bati em sua cabeça com força.
Aquilo foi o bastante para que se iniciasse uma guerra de almofadas.
Brincadeira de criança. A relação de Bia e Felipe passará disso?
Depois, estávamos todos sentados nas espreguiçadeiras próximas à piscina.
Rindo e conversando, como velhos amigos.
De repente, reparei numa coisa que ainda não havia prestado atenção.
Da última vez não eram só quatro rapazes? Meu irmão fez um novo amigo?
- Ei, você eu não conheço! - falei com o menor dos caras, que também parecia ser o mais novo. - é novo no grupinho?
- Não! Não é isso! - ele disse, sorrindo, um pouco sem jeito - sou irmão mais novo do Fernando.
- AHH! Então você pode ser do meu grupinho, o grupo dos irmãos pirralhos - eu disse, e ri do meu humor otimista.
- É claro! - respondeu, mais uma vez, sorrindo. Um sorriso lindo, aliás.
- E qual é o seu nome? - perguntei, interessada, enquanto os rapazes mais velhos se jogavam na piscina novamente.
- Me chamo Felipe, e você?
- Beatriz. Mas todo mundo me chama de Bia - sorri para aquele garoto, que não parecia muito mais velho do que eu e que tinha um rosto angelical.
- Tudo bem então, Bia - Felipe sorriu mais uma vez - Você tem quantos anos?
- Fiz 15 nhá pouco tempo. E você tem quantos?
- Tenho 16 - ele parou e pensou - faço 17 no fim do ano.
- Você mora em Ouro Preto também? - perguntei ainda mais interessada.
- Moro sim. Lá é um dos melhores lugares que já morei. Minha família se muda muito. Já morei em tantas cidades que já perdi a conta... - Felipe disse, enquanto me olhava no olhos.
- Lá é legal mesmo. Muito bonito. - respondi, distraída.
- Quem? Eu? - ele perguntou, fazendo graça - brincadeira!
Peguei uma almofada que estava próxima e joguei nele, rindo do seu senso de humor.
- Ei! Que mulher bruta você é! - felipe falou, pegando a almofada e ameaçando jogá-la em mim.
- Nem pense nisso! - falei, não conseguindo conter o riso. Minha tentativa de ameaça só o instigou mais, e então ele a jogou direto na minha cabeça.
Felipe riu da minha expressão que deveria ser digna de uma gargalhada.
Com o cabelo me tapando a visão e uma vontade de brincar, me levantei com a almofada na mão e bati em sua cabeça com força.
Aquilo foi o bastante para que se iniciasse uma guerra de almofadas.
Brincadeira de criança. A relação de Bia e Felipe passará disso?
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