Volteeei!
E com a história nova! Que se chama:
O Verdadeiro Amor
Essa história fala de temas atuais, que geralmente são assuntos de discussões sobre o comportamento dos adolescentes.
O que vale uma amizade verdadeira?
Amores, paixões, brigas, discussões, carinhos, amizades verdadeiras, tudo isso fará parte dessa novelinha, sempre fugindo dos clichês e modinhas.
Melissa vive um dilema, ao ter de escolher em quem acreditar, a melhor amiga ou o namorado?
Tudo bem.
Ótimo.
Quem liga?
Repetia em minha mente, porém, os meus resmungos em forma de pensamentos não ajudariam em nada.
É óbvio que nada voltaria a ser o que era antes.
- Flashback -
Daniel viera me buscar por volta das seis da tarde. O céu já estava quase escuro por completo, o sol já havia se acomodado na serra e os passarinhos se aconchegavam em suas árvores, um anoitecer típico de outono.
A campainha tocou.
"É ele!" pensei.
Já estava pronta, usava um vestido novo, rosa e calçava uma sandália preta. Mechas do cabelo presas cuidadosamente com presilhas de strass, unhas feitas, maquiagem completa, bolsa à mão, eu já estava pronta.
- Pra quê isso tudo se o Danizinho querido vai estragar a noite, como sempre? - Claúdia, minha irmã mais velha, me zombava.
- Para de falar besteira menina! - falei alto, e com pressa.
- Tá, parei! - ela sorriu maliciosamente - boa sorte!
Ignorei a Claúdia e me concentrei em Daniel me esperando lá fora.
Retoquei o brilho labial e arrumei um fio rebelde do cabelo em frente ao espelho do minúsculo banheiro da minha casa.
Destranquei a porta da sala - a porta principal - e a abri completamente, sendo tomada por uma brisa de ar puro.
Respirei fundo.
Tudo sairia exatamente como o planejado.
Eu não faria nada que não estivesse a fim.
Abri o portão puxando a trava.
Daniel só me percebeu quando surgi em seu ângulo de visão. Ele estava viajando em pensamentos ali... E isso não era nada bom.
- Ei Dan! - era assim que eu costumava chamá-lo.
- Ei Mel! - ele sorriu e eu sorri também.
Daniel, pele morena, escura, o cabelo preto e liso, em um penteado da moda, formava um moicano, o corpo atlético e forte, alto. 17 anos, assim como eu.
Ele me abraçou e depois me deu um beijo longo e quente, acolhedor.
Nos encontraríamos com "nossos" amigos em um barzinho próximo à minha casa, onde eu ia, às vezes.
Na verdade, das pessoas que estaríam lá, eu conhecia apenas a Paula, uma amiga de longa data.
O resto de "amigos" eram da galera do Daniel, que, vamos combinar, não era das mais simpáticas. Sempre incentivavam o Dan a exagerar.
Por coincidência, Paula também namorava um cara da mesma turma.
Chegamos ao local combinado quando todos já haviam chegado e nos sentamos nas duas cadeiras restantes no fim das três mesas agrupadas.
Depois de comprimentar todos, Dan perguntou:
- O que você vai querer, Mel?
- Só uma Coca-Cola.
Olhei para os outros copos em cima da mesa e só vi cerveja, nenhum mísero copinho de refrigerante.
Me senti careta.
Quando já era bem mais tarde, eu estava pescando de sono.
Mesmo que todos ali tivessem tomado litros e litros de cerveja, não deixei me levar. Bebi refrigerante, e pra mim, isso já era um abuso.
Estava com os braços em cima da mesa e a cabeça deitada sobre eles.
- Dan, quero ir embora, já tá bem tarde né? - disse com calma, tentando convencê-lo. Eu tinha certeza que, mesmo que me levasse em casa, ele voltaria pro barzinho.
Ninguém me respondeu. Levantei o rosto e olhei pra onde Daniel deveria estar. Ele não estava ali. Mas cadê ele? Ele foi ao banheiro ou foi embora? Eu dormi mesmo em cima da mesa? Perguntas sem resposta se formavam na minha cabeça.
Olhei em volta procurando pela Paula. Não a vi também. Aliás, não havia ninguém na mesma mesa que eu. Só restavam poucos clientes em outras mesas.
Eu dormi mesmo em cima da mesa.
Me levantei e saí daquele lugar.
Daniel me largou sozinha. O que que custava me chamar para ir embora junto com os outros?
Fui andando sozinha pra casa, o que mais eu poderia fazer?
No caminho, enquanto passava por uma rua escura e deserta, vi um casal se beijando, ou melhor, se agarrando em uma esquina.
A mulher, era, sem dúvida nenhuma, a Paula. Usava as velhas botas de couro que minha amiga nunca conseguiu se desapegar, e que nunca vai conseguir. O homem concerteza era o seu namorado. Quem mais poderia ser?
Coisas desse tipo eram a cara da Paula, ela sempre fora corajosa e aventureira, dar um amasso com o namorado na rua era fichinha pra ela.
Aquele garoto com ela me era muito familiar, não sei por quê, mas por um segundo, eu pensei que aquele cara que se agarrava com a Paula não era o namorado dela.
Ah! Bobagem da minha cabeça! É claro que era o namorado, a Paula não faria uma coisa dessas com o o amor da sua vida, pelo menos era o que ela dizia.
Melissa está com a pulga atrás da orelha. Quem era o cara com a Paula?
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